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Biohackers ??


     Já não é de hoje que a tecnologia faz parte do nosso dia a dia e cada vez mais contamos com ela para nos auxiliar nas mais diversas atividades diárias. A miniaturização dos componentes, sobretudo dos chips, no entanto, tem contribuído para o surgimento de um novo tipo de usuário: os ciborgues. 
Sua popularização tem transformado estúdios de tatuagem e porões de todo o mundo em verdadeiros centros de implante de microchips. Aplicados sob a pele dos usuários, eles transformam pessoas comuns dispostas a irem até o limite da integração entre homem e máquina no que elas próprias chamam de "biohackers" e ciborgues. Há quem se arrisque apenas porque gosta de experimentar algo novo e há quem o faça porque quer melhorar ou adicionar novas funcionalidades ao próprio corpo. 
Neil Harbisson
        As técnicas utilizadas para realizar a implantação dos chips não são tão triviais e até o momento nenhum hospital e/ou médico se dispõe a realizá-las. E é justamente por isso que cada vez mais pessoas têm recorrido a lojas como estúdios de tatuagem para realizar o procedimento ou executado tudo por conta própria - sem anestesia, diga-se de passagem. 
        Por mais estranho que possa parecer, o resultado é satisfatório. Para Zoe Quinn, uma renomada desenvolvedora entre os gamers indie, adicionar ímãs e um chip à sua mão foi uma das melhores coisas que ela já fez na vida e hoje não conseguiria viver sem eles. "Ser uma ciborgue é o que sou agora", disse a desenvolvedora à reportagem da NBC News. "Remover os ímãs e o chip seria como retirar um dos meus sentidos, como remover uma parte de mim", confessou.
As mãos e braços têm sido os locais mais escolhidos pelos biohackers por serem os locais onde a pele é menos espessa e permitir que os aparatos interajam com elementos externos. É o caso, por exemplo, do ímã adicionado por Quinn às suas mãos. Com ele, a desenvolvedora pode sentir campos eletromagnéticos próximos. Já o chip pode ser utilizado para enviar dados para smartphones e outros dispositivos ou servir como headphones permanentes se inseridos nos ouvidos. 
Quinn conta que decidiu entrar para este mundo com um dos seus amigos em uma viagem à cidade de Nova Iorque. Lá, eles planejavam implantar ímãs nas pontas dos dedos. A situação, segundo ela, foi ao mesmo tempo cômica e dolorosa. Isso porque seu amigo quase desmaiou ao ver o "técnico" abrir quase um centímetro do seu dedo para colocar os ímãs. "Parecia que meu dedo tinha explodido", relata Quinn. "Todo o processo durou apenas alguns minutos, mas foram os minutos mais longos da minha vida".